A TuneCore merece o devido reconhecimento. Lá em 2006, foi uma das primeiras plataformas a permitir que artistas independentes enviassem músicas para as grandes lojas sem precisar de um contrato com gravadora, algo realmente revolucionário na época. Durante anos, foi o nome da distribuição self-service, e muitos artistas de sucesso começaram a carreira por lá.
Mas a TuneCore mudou bastante. Hoje pertencente à Believe, deixou o modelo de taxa por lançamento e adotou assinaturas com uploads ilimitados: Rising Artist por US$ 24,99/ano, Breakout Artist por US$ 44,99/ano e Professional por US$ 54,99/ano, sem que a plataforma fique com uma parte da sua receita de streaming. É uma plataforma fundamentalmente diferente daquela em que muitos artistas se cadastraram no início, e as sucessivas reformulações de preço deixaram parte deles em dúvida sobre a estabilidade a longo prazo.
Se você está com a TuneCore há algum tempo e sente vontade de conhecer outras opções, ou se está começando agora e quer ter certeza de que escolheu o distribuidor certo desde o primeiro dia, chegou ao lugar certo. Preparamos uma comparação honesta de sete distribuidores que podem combinar melhor com você, dependendo das suas necessidades, do seu orçamento e dos seus planos para a carreira musical.
As melhores alternativas à TuneCore em 2026 são a LabelGrid, para artistas e gravadoras que querem ferramentas profissionais e acesso à API; DistroKid e Amuse, para uploads ilimitados a baixo custo; CD Baby, para o modelo de pagamento único; e LANDR, se você também precisa de masterização. Sem discurso de vendas e sem desmerecer ninguém: apenas no que cada plataforma se destaca e onde deixa a desejar.
O que observar em um distribuidor musical
Antes de entrarmos nas alternativas, vamos falar do que realmente importa na hora de escolher um distribuidor. Nem toda plataforma serve para todo artista, e a “melhor” depende muito do momento da sua carreira.
Modelo de preço e estabilidade. Esse é provavelmente o principal motivo de você estar lendo este artigo. Alguns distribuidores cobram por lançamento, outros cobram assinaturas anuais e há quem fique com uma porcentagem dos seus royalties. O que mais conta não é o modelo em si, mas a confiança de que ele vai se manter consistente. Aumentos de preço inesperados são a forma mais rápida de minar a confiança dos artistas independentes.
Taxas de royalties. Quanto dos seus ganhos você realmente leva para casa? Algumas plataformas não cobram comissão nos planos pagos, enquanto outras ficam com algo entre 10% e 25%. Com o tempo, mesmo uma porcentagem pequena pesa, especialmente quando os seus streams começam a crescer.
Alcance de DSPs. A maioria dos grandes distribuidores cobre Spotify, Apple Music e Amazon. Mas e as plataformas regionais, o TikTok, o YouTube Music ou os serviços mais novos? Quanto maior o alcance, mais ouvintes em potencial você consegue conquistar.
Suporte e ferramentas. Quando algo dá errado, e uma hora vai dar, você consegue falar com uma pessoa de verdade? Além do suporte, pense nas ferramentas que vêm com o seu plano: painéis de análise, divisão de royalties, links de pré-save e integrações de marketing.
Escalabilidade. Esse ponto passa despercebido quando você está começando, mas faz diferença. Se você administra uma gravadora, gerencia vários artistas ou pretende crescer, precisa de uma plataforma que não force você a recomeçar do zero quando subir de nível. Acesso à API, gestão de múltiplas gravadoras e opções white-label separam as plataformas sérias das demais.
As 7 melhores alternativas à TuneCore
1. LabelGrid: melhor para artistas e gravadoras em crescimento
A LabelGrid foi feita para artistas e gravadoras que querem uma plataforma de distribuição de nível profissional sem a complexidade típica das soluções corporativas. Ela entrega para todos os principais DSPs (Spotify, Apple Music, Amazon, YouTube Music, Tidal, Deezer, TikTok), além de uma boa lista de plataformas regionais, e tem o status de Spotify Preferred Provider.
O que distingue a LabelGrid da maioria dos distribuidores desta lista é a infraestrutura por trás da entrega da música. Como parceira de entrega da Merlin Network, os seus lançamentos seguem por canais consolidados da indústria. Você recebe análises em tempo real detalhadas por DSP, por lançamento e por faixa, não só resumos mensais que chegam com semanas de atraso.
Para gravadoras e operações com vários artistas, a LabelGrid é especialmente forte. A gestão de múltiplas gravadoras com divisão automática de royalties permite administrar vários selos a partir de uma única conta, sem malabarismos em planilhas. A API REST aberta, com um ambiente sandbox completo, é um diferencial de verdade: se você quer criar fluxos de trabalho personalizados ou integrar a distribuição à sua própria plataforma, aqui dá para fazer isso.
Todos os planos incluem um plugin para WordPress com smart links e pré-saves do Spotify, um detalhe útil para artistas que cuidam dos próprios sites.
Prós:
- Preços transparentes e publicados: todos os custos dos planos ficam visíveis logo de cara
- Spotify Preferred Provider com entrega pela Merlin Network
- API REST aberta com sandbox para integrações personalizadas e distribuição white-label
- Gestão de múltiplas gravadoras com divisão automática de royalties
- Análises em tempo real por DSP, lançamento e faixa
- Plugin para WordPress incluído (smart links, pré-saves)
Contras:
- O preço inicial (US$ 99/ano no Solo) é mais alto que o dos concorrentes de baixo custo
- Limite de faixas por plano, em vez de uploads ilimitados
Planos: Solo US$ 99/ano (100 faixas, 1 gravadora, 85% de retenção de royalties), Basic US$ 199/ano (200 faixas, 3 gravadoras, 85% de retenção), Pro US$ 499/ano (500 faixas, 5 gravadoras, 90% de retenção), Custom a partir de US$ 849/ano (2.000+ faixas, 50+ gravadoras, até 95-100% de retenção). Todos os planos vêm com um teste grátis de 7 dias (cartão de crédito necessário, sem cobrança durante o teste).
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2. DistroKid: melhor para artistas solo de alto volume com orçamento apertado
A DistroKid é a recomendação número um em quase toda discussão sobre distribuição no Reddit, e por bons motivos: começar por volta de US$ 24,99/ano com uploads ilimitados é difícil de bater só no preço. Se você lança música com frequência e o custo é a sua principal preocupação, a DistroKid cumpre o que promete.
O preço inclui complementos pagos para muitos recursos que vêm de série em outras plataformas: personalizar a data de lançamento custa um extra, assim como ter as letras no Apple Music. Essas cobranças de US$ 2 a US$ 5 vão somando quando você lança com regularidade. E há um ponto importante: se você cancelar a assinatura, a sua música sai das lojas, a menos que compre a opção “Leave a Legacy” por US$ 29 por lançamento, que mantém a sua música nas lojas permanentemente.
Prós:
- Preço inicial muito baixo com uploads ilimitados
- Entrega rápida para os principais DSPs
- Interface simples e limpa
Contras:
- Muitos recursos básicos são complementos pagos
- A música sai das lojas se a assinatura expirar (a menos que você compre o “Leave a Legacy” por US$ 29/lançamento)
- Ferramentas limitadas de gestão de gravadora
Melhor para: artistas solo que lançam com frequência e querem a opção mais barata possível, desde que estejam à vontade com o modelo de complementos e com a manutenção da assinatura (ou com a compra do “Leave a Legacy” para distribuição permanente).
Compare DistroKid e LabelGrid em detalhes
3. CD Baby: melhor para quem prefere pagar uma única vez
A CD Baby foi a rival original da TuneCore, e o seu modelo de taxa única por lançamento sempre atraiu artistas que detestam assinaturas. Você paga uma vez e a sua música fica nas lojas, simples assim. Eles também oferecem distribuição física (CDs e vinil), algo cada vez mais raro entre os distribuidores que nasceram no digital.
A contrapartida é que a CD Baby fica com 9% de comissão sobre a receita de streaming e download, além de 30% sobre a receita do YouTube Content ID. Essa comissão pode parecer pouca quando você tem algumas centenas de streams, mas, à medida que os números crescem, ela pesa de forma significativa. A CD Baby hoje faz parte do UMG/Virgin Music Group, após a aquisição de US$ 775 milhões da Downtown Music Holdings, concluída em fevereiro de 2026, então o rumo da plataforma a longo prazo está atrelado a uma grande gravadora. Dito isso, os seus recursos educativos e o conteúdo da comunidade continuam realmente úteis, sobretudo para artistas iniciantes.
Prós:
- Modelo de taxa única, sem assinatura recorrente
- Distribuição física disponível (CDs, vinil)
- Bons recursos educativos e comunidade de artistas
Contras:
- 9% de comissão sobre a receita de streaming e download, mais 30% sobre a receita do YouTube Content ID
- A inovação da plataforma desacelerou em comparação com concorrentes mais novos
- Agora faz parte do UMG/Virgin Music Group (via aquisição da Downtown Music Holdings, fev. 2026)
Melhor para: artistas que lançam com pouca frequência e querem pagar uma única vez sem se preocupar com renovações anuais, e para quem ainda vende mídia física.
Compare CD Baby e LabelGrid em detalhes
4. Amuse: melhor para distribuição mobile-first com bom custo-benefício
A Amuse adota uma abordagem mobile-first para a distribuição, com planos todos pagos a partir de US$ 23,99/ano. Eles encerraram o plano gratuito em 2024 e hoje oferecem Artist (US$ 23,99/ano), Artist Plus (US$ 39,99/ano) e Professional (US$ 59,99+/ano), e em todos eles você fica com 100% dos royalties. A plataforma inteira foi pensada para o celular, o que funciona muito bem se você faz tudo pelo telefone.
Eles são Spotify Preferred Provider e cobrem mais de 100 DSPs, então o alcance é sólido. O YouTube Content ID está disponível com taxa de 15% no plano Artist e sem cobrança nos planos Artist Plus e Professional. O licenciamento de covers custa US$ 14,99 por música.
Prós:
- Preço inicial baixo (US$ 23,99/ano), com 100% dos royalties em todos os planos
- Experiência mobile-first e intuitiva
- Mais de 100 DSPs, Spotify Preferred Provider
Contras:
- Sem plano gratuito: todos os planos são pagos
- Sem suporte a Dolby Atmos
- O design mobile-first pode parecer limitado para usuários mais avançados
Melhor para: artistas mobile-first que querem distribuição acessível, com 100% dos royalties e pouco comprometimento.
Compare Amuse e LabelGrid em detalhes
5. UnitedMasters: melhor para artistas em busca de parcerias com marcas
A UnitedMasters criou um nicho próprio com parcerias diretas com marcas, pense em colaborações com grandes marcas de consumo e ligas esportivas. Eles oferecem quatro níveis: DEBUT (gratuito, 10% de comissão), DEBUT+ (US$ 19,99/ano, com 100% dos royalties), SELECT (US$ 59,99/ano, 100% dos royalties, mais parcerias com marcas e licenciamento para sincronização) e PARTNER (somente por convite, 100% dos royalties, mais acesso completo ao marketplace de marcas).
Vale notar as limitações: eles entregam para mais de 50 DSPs (menos que a maioria dos concorrentes), não aparecem no Spotify Preferred Provider Directory e não permitem covers. Se parcerias com marcas e colocações em sincronização são a sua prioridade, a UnitedMasters é atraente. Para distribuição pura e simples, outras plataformas oferecem mais alcance.
Prós:
- Oportunidades únicas de parceria com marcas
- 100% dos royalties a partir de US$ 19,99/ano (DEBUT+), com parcerias de marca no SELECT (US$ 59,99/ano) e acima
- Foco forte no empreendedorismo do artista
Contras:
- Mais de 50 DSPs, menos que a maioria dos concorrentes
- Não está no Spotify Preferred Provider Directory
- Não permite covers
Melhor para: artistas que querem monetizar por meio de parcerias com marcas e acordos de sincronização, além da receita de streaming.
Compare UnitedMasters e LabelGrid em detalhes
6. LANDR: melhor para produtores que querem um kit completo em um só lugar
A LANDR começou como um serviço de masterização com IA e depois expandiu para a distribuição. Já usa a LANDR para masterizar? Então acrescentar a distribuição cria um fluxo bem fluido: você masteriza a sua faixa e envia para as lojas a partir de um único painel, sem trocar de ferramenta. Não há comissão enquanto a assinatura está ativa. Se você cancelar, a música continua no ar, mas a LANDR passa a ficar com 15% dos royalties seguintes. Eles entregam para mais de 150 DSPs e têm o status de Spotify Preferred Provider. A distribuição em Dolby Atmos já vem incluída.
A principal ressalva é o YouTube Content ID, disponível só nos planos Pro e Studio, com taxa de comissão de 20%. Se a monetização no YouTube importa para você, vale levar isso em conta.
Prós:
- Masterização com IA combinada com a distribuição
- 100% dos royalties enquanto a assinatura está ativa (15% sobre os royalties seguintes em caso de cancelamento), mais de 150 DSPs
- Distribuição em Dolby Atmos incluída
- Spotify Preferred Provider
Contras:
- YouTube Content ID só nos planos Pro/Studio, com 20% de comissão
- Os recursos de distribuição são secundários ao foco em masterização
Melhor para: produtores e artistas que trabalham em casa e querem masterização e distribuição no mesmo lugar, sem ficar alternando entre vários serviços.
Compare LANDR e LabelGrid em detalhes
7. RouteNote: melhor para distribuição gratuita com alcance razoável
A RouteNote oferece um plano gratuito simples, com 15% de comissão sobre royalties, ou você pode ir para o premium, de US$ 10 a US$ 45 por lançamento (conforme o tipo), com taxa de renovação de US$ 9,99/ano e 100% dos royalties para você. Eles entregam para mais de 150 DSPs e têm o status de Spotify Preferred Provider. O YouTube Content ID está incluído em todos os planos, o que é um bônus bem-vindo.
A RouteNote não tem distribuição em Dolby Atmos, o que pode pesar se você produz áudio espacial. Mas, para artistas que querem distribuição gratuita com boa cobertura de DSPs e não se incomodam em abrir mão de uma fatia menor dos royalties, a RouteNote é uma escolha confiável.
Prós:
- Plano gratuito com apenas 15% de comissão, abaixo de muitos concorrentes que oferecem plano gratuito
- Mais de 150 DSPs, Spotify Preferred Provider
- YouTube Content ID incluído
Contras:
- Sem distribuição em Dolby Atmos
- O preço premium é por lançamento, não por assinatura
- Menos reconhecimento de marca que os concorrentes maiores
Melhor para: artistas que querem distribuição gratuita com alcance de DSPs mais amplo e comissões menores que as de outras plataformas com plano gratuito.
Compare RouteNote e LabelGrid em detalhes
Como escolher o distribuidor certo
Com sete boas opções na mesa, segue um guia rápido para você não se perder:
Se você está começando agora e quer testar o terreno sem gastar dinheiro, o plano gratuito da RouteNote, com 15% de comissão, coloca a sua música nas lojas sem custo inicial. A Amuse é outra opção acessível, a partir de US$ 23,99/ano, caso você prefira ficar com todos os seus royalties desde o primeiro dia.
Se você é artista solo e lança com regularidade e o orçamento é tudo, os uploads ilimitados da DistroKid por cerca de US$ 24,99/ano são difíceis de bater, desde que você aceite as taxas dos complementos e o fato de que a sua música sai das lojas se parar de pagar (a menos que compre o “Leave a Legacy” por US$ 29/lançamento).
Se você administra uma gravadora ou gerencia vários artistas, a LabelGrid é a opção mais adequada. Gestão de múltiplas gravadoras, divisão automática de royalties e uma API aberta dão a você a infraestrutura para crescer sem improvisos. É escalar de verdade.
Se você precisa de acesso à API ou distribuição white-label, a LabelGrid é, na prática, a única opção desta lista com uma API REST completa e um ambiente sandbox preparado para integração com terceiros.
Se parcerias com marcas e sincronização importam mais que streaming, o marketplace de parcerias da UnitedMasters é realmente único. Nenhum outro distribuidor oferece esse tipo de acesso direto às marcas.
Como migrar da TuneCore
Trocar de distribuidor assusta menos do que parece. Aqui vai a versão prática:
Passo 1: organize a sua casa. Antes de qualquer coisa, baixe todos os dados do seu catálogo na TuneCore: ISRCs, UPCs, metadados de lançamento e capas. Você vai precisar dos seus ISRCs para manter a continuidade de streaming na nova plataforma. Entre no painel da TuneCore e exporte tudo. Pegue também os seus últimos relatórios de royalties para saber exatamente como estão os seus ganhos.
Passo 2: configure primeiro o novo distribuidor. Crie a sua conta na plataforma escolhida e reenvie o seu catálogo usando os ISRCs e UPCs que você já tem. Isso é fundamental: usar os mesmos códigos garante que o seu histórico de streaming, as suas colocações em playlists e a verificação no Spotify for Artists sejam transferidos sem interrupção. Não pule esta etapa nem use códigos novos, ou você vai perder as suas contagens de reproduções.
Passo 3: faça a remoção da TuneCore só depois que os novos lançamentos estiverem no ar. Assim que confirmar que a sua música está disponível nas mesmas lojas pelo novo distribuidor, solicite as remoções na TuneCore. Lembre-se de que a TuneCore pode cobrar o ciclo de faturamento atual e que pode haver um breve período de sobreposição em que a sua música fica nas lojas pelas duas plataformas. Essa sobreposição é normal e inofensiva: ela se resolve sozinha em poucos dias.
Um detalhe específico da TuneCore para ficar de olho: se você tem lançamentos em Dolby Atmos pelo complemento de US$ 16,99/faixa, confirme se o seu novo distribuidor oferece suporte a áudio espacial antes de migrar esses lançamentos.
Considerações finais
A TuneCore ajudou a construir a indústria da distribuição musical independente, e isso merece ser reconhecido. Mas a lealdade a uma marca não deveria custar a estabilidade da sua carreira. Se as mudanças de preço e as transformações corporativas deixaram você inseguro, esse é um motivo perfeitamente válido para explorar alternativas.
O melhor distribuidor é aquele que combina com onde você está agora e com onde quer chegar. Seja o menor custo possível, as ferramentas mais profissionais para gravadoras ou algo no meio do caminho, há nesta lista uma plataforma que serve para você.
Quer ver como é uma distribuição estável e de nível profissional? Comece o seu teste grátis com a LabelGrid e experimente.
Perguntas frequentes
Por que a TuneCore mudou de preço tantas vezes?
A TuneCore passou por várias mudanças no modelo de preços conforme o mercado de streaming evoluiu e após a aquisição pela Believe. Essas mudanças refletem tendências mais amplas do setor e decisões de estratégia corporativa. Embora cada uma tenha tido a sua razão de ser, o efeito acumulado gerou incerteza para os artistas que se cadastraram em um modelo e acabaram pagando por outro.
O fato de a Believe ser dona da TuneCore afeta os artistas independentes?
A Believe é uma empresa de música de capital aberto, com o seu próprio elenco de artistas e gravadoras. Alguns artistas temem que uma matriz corporativa possa criar conflitos de interesse, priorizando determinados lançamentos ou artistas em detrimento de outros. Na prática, a TuneCore ainda funciona como uma plataforma de distribuição self-service, mas a identidade indie-first passou, compreensivelmente, a ser questionada.
Vou perder os meus números de streaming se migrar da TuneCore?
Não, desde que você use os mesmos ISRCs e UPCs ao reenviar para o novo distribuidor. O seu histórico de streaming, as suas colocações em playlists e os seus dados no Spotify for Artists estão vinculados a esses códigos, não ao distribuidor. Baixe todos os seus ISRCs e UPCs na TuneCore antes de migrar e use-os ao configurar a nova plataforma.
Posso distribuir covers pelas alternativas à TuneCore?
A maioria dos distribuidores desta lista permite covers, embora alguns exijam que você obtenha uma licença mecânica à parte (por serviços como o licenciamento integrado da DistroKid ou provedores externos como o Songfile). A exceção notável é a UnitedMasters, que não permite covers de jeito nenhum. Verifique sempre a política de covers da plataforma escolhida antes de enviar.
Alguma alternativa à TuneCore oferece ferramentas de gestão de gravadora?
Sim, mas a profundidade varia bastante. A LabelGrid oferece gestão completa de múltiplas gravadoras, com divisão automática de royalties e uma API aberta, feita sob medida para operações de gravadora. A DistroKid tem recursos básicos de gravadora. A CD Baby e a maioria das demais foram pensadas para artistas individuais, não para fluxos de trabalho de gravadora. Se a gestão de gravadora é prioridade, procure recursos como suporte a subgravadoras, divisão de royalties por artista e controle de acesso para a equipe.
O nosso guia sobre software de contabilidade de royalties musicais mostra o que procurar, e você pode conferir uma comparação direta entre TuneCore e LabelGrid para ver os detalhes completos.