O plano gratuito da RouteNote é atraente para quem está começando. Zero investimento inicial, sua música em todos os principais DSPs e o YouTube Content ID incluído. O ponto que merece atenção é a comissão de 15% sobre cada stream.

Quando você ganha US$ 50 por mês, 15% representam pouca coisa. Mas conforme sua música ganha tração (digamos que você passe a faturar US$ 500 ou US$ 1.000 por mês), você paga de US$ 75 a US$ 150 todos os meses por um serviço que outras plataformas cobram como taxa fixa. Ao longo de um ano, isso dá de US$ 900 a US$ 1.800 em comissão. Nesse ponto, o plano gratuito pode sair mais caro do que a maioria das alternativas pagas.

A RouteNote oferece um plano premium que zera a comissão, com preço entre US$ 10 e US$ 45 por lançamento (singles US$ 10, EPs US$ 20, álbuns US$ 30, álbuns estendidos US$ 45), além de uma taxa de renovação de US$ 9,99 por ano a partir do segundo ano. É razoável para artistas com catálogo pequeno, mas fica caro se você lança com frequência. E há a lacuna do Dolby Atmos: a RouteNote não oferece formatos de áudio espacial, o que limita suas opções à medida que mais ouvintes adotam o áudio imersivo no Apple Music e no TIDAL.

É justo reconhecer os méritos: a RouteNote é Spotify Preferred Provider (desde outubro de 2023), cobre uma boa variedade de DSPs e a integração com o YouTube Content ID é simples. Mas se algum desses incômodos (comissão, preço por lançamento, formatos que faltam) estiver pesando para você, é hora de conhecer o que mais existe no mercado.

As melhores alternativas à RouteNote em 2026 são a LabelGrid, com preço de taxa fixa e ferramentas profissionais para gravadoras; a DistroKid e a Amuse, para uploads ilimitados ou quase ilimitados a baixo custo; a TuneCore, para quem quer um nome consolidado; e a LANDR, se você também precisa de masterização e Dolby Atmos.

O que avaliar em uma distribuidora musical

Trocar de distribuidora não é algo que você queira fazer a cada seis meses, então vale pensar com calma no que mais importa antes de decidir.

O custo total, não só o preço de tabela. Uma plataforma “gratuita” com 15% de comissão pode custar mais por ano do que você imagina. Faça sempre as contas com seus números reais de receita. Se você fatura US$ 200 por mês, 15% custam US$ 360 por ano, e esse valor só cresce conforme seus streams aumentam. Compare isso com plataformas pagas que oferecem taxas de retenção de royalties mais altas e ferramentas profissionais para entender o real custo-benefício.

Transparência nos royalties. Com que clareza a plataforma mostra quanto você ganhou, em quais DSPs e quando vai receber? Painéis de royalties vagos são um sinal de alerta. Você quer relatórios detalhados por faixa e por plataforma, de preferência em tempo real.

Suporte a formatos. O Dolby Atmos e o áudio espacial já não são nicho. O Apple Music e o TIDAL promovem ativamente o conteúdo em áudio espacial, o que significa melhor posicionamento em playlists para as faixas disponíveis nesses formatos. Se sua distribuidora não os suporta, você está deixando visibilidade na mesa.

Condições de monetização no YouTube. O YouTube Content ID é valioso, mas a estrutura de comissão varia muito. Algumas plataformas cobram 0%, outras ficam com 15% a 20%. Se o YouTube é uma fonte importante de receita para você, isso pesa mais do que quase qualquer outro recurso.

Ferramentas de crescimento. Campanhas de pré-save, smart links, painéis de análise, pitching para playlists: essas ferramentas ajudam você a de fato divulgar seus lançamentos, não apenas publicá-los. Algumas plataformas as incluem; outras cobram à parte ou simplesmente não as oferecem.

As 7 melhores alternativas à RouteNote

1. LabelGrid: melhor para artistas prontos para investir na carreira

A LabelGrid adota uma abordagem diferente do modelo de comissão da RouteNote. Em vez de ficar com uma porcentagem de cada stream, você paga uma taxa anual fixa com retenção de royalties que vai de 85% nos planos Solo e Basic, 90% no Pro, até 95% a 100% nos planos Custom (com acordos diretos com os DSPs).

Sua música chega a todos os principais DSPs (Spotify, Apple Music, Amazon, YouTube Music, Tidal, Deezer, TikTok) além de uma boa seleção de plataformas regionais. A LabelGrid tem o status de Spotify Preferred Provider e é parceira da Merlin Network para licenciamento, o que coloca seu catálogo nos mesmos acordos normalmente reservados a operações maiores.

O que realmente diferencia a LabelGrid da RouteNote são as ferramentas profissionais. A gestão multigravadora permite administrar várias imprints em uma só conta, com divisão automática de royalties. Há uma API REST aberta com ambiente sandbox, o que significa que desenvolvedores e gravadoras podem criar integrações personalizadas ou até oferecer distribuição white-label dentro dos próprios produtos. Todo plano inclui um plugin para WordPress com smart links e pré-saves do Spotify, e o painel de análise entrega dados em tempo real detalhados por DSP, lançamento e faixa individual.

Prós:

  • Preço anual fixo, com retenção de royalties de 85% a 90% (chegando a 95% a 100% nos planos Custom, que incluem acordos diretos com os DSPs)
  • Todos os principais DSPs, status de Spotify Preferred Provider e parceria com a Merlin Network
  • Gestão multigravadora com divisão automática
  • API REST aberta e ambiente sandbox para quem quer criar integrações
  • Análise em tempo real por DSP, lançamento e faixa
  • Plugin para WordPress incluído (smart links, pré-saves)

Contras:

  • O preço inicial de US$ 99/ano exige um investimento adiantado, ao contrário de um plano gratuito
  • Há limite de faixas por plano (100 no Solo, 200 no Basic, 500 no Pro)
  • Traz mais recursos do que um iniciante talvez precise no começo

Planos: Solo US$ 99/ano (100 faixas, 1 gravadora, 85% de retenção) | Basic US$ 199/ano (200 faixas, 3 gravadoras, 85% de retenção) | Pro US$ 499/ano (500 faixas, 5 gravadoras, 90% de retenção) | Custom a partir de US$ 849/ano (mais de 2.000 faixas, mais de 50 gravadoras, retenção de até 95% a 100% com acordos diretos com os DSPs)

Melhor para: Artistas e gravadoras que já superaram os modelos baseados em comissão e querem ferramentas profissionais sem abrir mão da receita de royalties.

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2. DistroKid: melhor para quem lança muito e cuida do orçamento

O modelo de upload ilimitado da DistroKid é difícil de bater no preço. A partir de cerca de US$ 24,99/ano, você pode lançar quanta música quiser sem taxas por lançamento nem comissões. Para artistas que lançam muito, o custo por faixa chega perto de zero.

O contraponto é que vários recursos vêm como complementos pagos: um nome de gravadora personalizado, o YouTube Content ID e o registro de licenciamento para sincronização são todos cobrados à parte. E o ponto crítico fica por conta do cancelamento: se você encerrar a assinatura, sua música sai das lojas, a menos que compre a opção “Leave a Legacy” por US$ 29 por lançamento, que a mantém nas lojas de forma permanente. No plano gratuito da RouteNote, ao menos a sua música continua no ar enquanto você aceitar a comissão.

Prós:

  • Uploads ilimitados a um preço anual bem baixo
  • Processo de upload simples e rápido
  • Ampla cobertura de DSPs

Contras:

  • Recursos importantes exigem complementos pagos
  • Música é removida se você cancelar a assinatura (a menos que pague US$ 29/lançamento pelo “Leave a Legacy”)
  • Recursos mínimos de gestão de gravadora

Melhor para: Artistas solo que lançam com frequência e querem o menor custo fixo possível.

Compare DistroKid e LabelGrid em detalhes

3. TuneCore: melhor para quem quer um nome consolidado

A TuneCore tem quase duas décadas no ramo da distribuição, o que traz um nível de confiança institucional que plataformas mais novas ainda não conquistaram. Hoje sob a Believe, ela migrou para o modelo de assinatura com uploads ilimitados: Rising Artist por US$ 24,99/ano, Breakout Artist por US$ 44,99/ano e Professional por US$ 54,99/ano, todos planos pagos com 0% de comissão por stream.

O modelo de preços mudou várias vezes ao longo dos anos, o que pode complicar o planejamento de longo prazo. A TuneCore oferece distribuição em Dolby Atmos (algo que falta totalmente na RouteNote), mas a US$ 16,99 por faixa, é uma despesa considerável se você quiser o álbum inteiro em áudio espacial.

Prós:

  • No mercado desde 2006, com forte reputação no setor
  • Suporte a Dolby Atmos disponível
  • Serviços de administração de obras musicais

Contras:

  • O modelo de preços mudou várias vezes, o que dificulta prever os custos futuros
  • Dolby Atmos a US$ 16,99/faixa pesa rápido no bolso
  • Sem plano gratuito: todos os planos são pagos

Melhor para: Artistas que priorizam uma plataforma consolidada, com longo histórico.

Compare TuneCore e LabelGrid em detalhes

4. CD Baby: melhor para quem lança pouco e não gosta de assinaturas

O modelo de pagamento único da CD Baby é o oposto da comissão contínua da RouteNote. Pague uma vez e sua música fica nas lojas para sempre. Sem renovações anuais, sem porcentagens descontadas no lado da distribuição inicial.

A CD Baby cobra uma comissão de 9% sobre a receita de streaming e download, além de 30% sobre a receita do YouTube Content ID, que é a parte que às vezes passa despercebida no marketing. Em um prazo longo o suficiente, essa comissão pode superar o que você pagaria em assinaturas anuais em outras plataformas. A CD Baby hoje pertence ao UMG/Virgin Music Group, após a aquisição de US$ 775 milhões da Downtown Music Holdings, concluída em fevereiro de 2026, o que deixa parte dos usuários de longa data observando com cautela.

Prós:

  • Taxa única por lançamento, sem assinatura recorrente
  • Música permanece nas lojas de forma permanente
  • Longo histórico no mundo da distribuição independente

Contras:

  • Comissão de 9% sobre streaming/download + 30% sobre o YouTube Content ID continua valendo
  • Agora sob o UMG/Virgin Music Group (via aquisição da Downtown Music Holdings por US$ 775 milhões, fev. 2026)
  • O conjunto de recursos não acompanhou o ritmo dos concorrentes mais novos

Melhor para: Artistas que lançam com pouca frequência e querem pagar uma vez sem pensar mais nisso.

Compare CD Baby e LabelGrid em detalhes

5. Amuse: melhor para quem trabalha pelo celular e cuida do orçamento

O aplicativo móvel da Amuse faz o upload de música parecer tão fácil quanto postar no Instagram. Desde que encerrou o plano gratuito em 2024, todos os planos são pagos com 0% de comissão: Artist por US$ 23,99/ano, Artist Plus por US$ 39,99/ano e Professional a partir de US$ 59,99/ano. Você tem acesso a todos os principais DSPs e ao status de Spotify Preferred Provider por um preço que fica abaixo do da maioria dos concorrentes.

O contraste com a RouteNote é direto: a Amuse cobra o pagamento adiantado, mas não fica com comissão, enquanto o plano gratuito da RouteNote não custa nada, mas leva 15% de cada stream. Para artistas que faturam qualquer receita relevante, o modelo pago da Amuse sai mais barato. O conjunto de recursos, porém, é mais enxuto do que o de plataformas dedicadas: não há Dolby Atmos, e o YouTube Content ID carrega 15% de comissão no plano Artist (0% no Artist Plus e no Professional).

Prós:

  • 0% de comissão em todos os planos, com retenção total de royalties
  • Todos os principais DSPs e status de Spotify Preferred Provider
  • Experiência de upload intuitiva, pensada para o celular
  • Preço inicial baixo (US$ 23,99/ano)

Contras:

  • Sem plano gratuito: exige pagamento adiantado
  • A experiência no desktop é limitada
  • Menos recursos profissionais em comparação com plataformas dedicadas
  • Sem suporte a Dolby Atmos

Melhor para: Artistas que cuidam do orçamento e querem uma distribuição acessível e sem comissão por stream, direto do celular.

Compare Amuse e LabelGrid em detalhes

6. UnitedMasters: melhor para artistas em busca de acordos com marcas

A UnitedMasters construiu algo que a maioria das distribuidoras nem chegou a tentar: um canal direto entre artistas independentes e grandes marcas para acordos de sincronização e parcerias. Se colocar sua faixa na campanha de uma grande marca ou em um espaço no varejo soa atraente, a UnitedMasters coloca você nessa conversa.

São quatro planos: DEBUT (gratuito, 10% de comissão), DEBUT+ (US$ 19,99/ano, 0% de comissão), SELECT (US$ 59,99/ano, 0% de comissão + parcerias com marcas) e PARTNER (somente por convite, 0% de comissão + marketplace completo de marcas). A comissão de 10% do plano DEBUT gratuito é menor do que os 15% da RouteNote, e o plano DEBUT+ a US$ 19,99/ano com 0% de comissão é uma das opções pagas mais acessíveis disponíveis. O alcance de distribuição é mais restrito e a UnitedMasters não está no Spotify Preferred Provider Directory. Mas a proposta de parceria com marcas é real e diferenciada.

Prós:

  • O marketplace de parcerias com marcas é genuinamente único
  • Comissão menor no plano gratuito (10%) do que a RouteNote, além de 0% de comissão a partir de US$ 19,99/ano (DEBUT+)
  • Boas ferramentas de marketing e de playlists para artistas

Contras:

  • Alcance de DSPs menor do que o da RouteNote
  • Não está no Spotify Preferred Provider Directory
  • Os acordos com marcas não são garantidos: dependem da adequação da sua música

Melhor para: Artistas que veem parcerias com marcas e sincronizações como parte central da estratégia.

Compare UnitedMasters e LabelGrid em detalhes

7. LANDR: melhor para quem também precisa de masterização

A LANDR é, antes de tudo, uma plataforma de masterização por IA que acrescentou distribuição depois. Se você já masteriza pela LANDR, manter a distribuição no mesmo ecossistema é prático. Ela oferece todos os principais DSPs, status de Spotify Preferred Provider e Dolby Atmos incluído sem custo extra nos planos pagos, um diferencial que a RouteNote não consegue igualar.

O lado fraco é que a distribuição não é o produto central da LANDR, e a profundidade dos recursos reflete isso. A LANDR cobra 0% de comissão enquanto você é assinante; se cancelar, a música continua no ar, mas a LANDR passa a ficar com 15% dos royalties seguintes. O YouTube Content ID vem com 20% de comissão nos planos Pro e Studio, o que na prática é mais alto do que o plano premium da RouteNote (0%). O serviço de masterização paga Upmastering custa US$ 100 por faixa, se você quiser mais do que o padrão da IA.

Prós:

  • Pacote de masterização por IA + distribuição
  • Dolby Atmos incluído sem custo extra
  • Todos os principais DSPs, Spotify Preferred Provider

Contras:

  • A distribuição é secundária diante do produto de masterização
  • 20% de comissão no YouTube Content ID
  • Recursos limitados de gestão de gravadora

Melhor para: Artistas que querem masterização e distribuição em uma única plataforma.

Compare LANDR e LabelGrid em detalhes

Como escolher a distribuidora certa

A plataforma certa depende da sua receita, do seu calendário de lançamentos e das suas ambições.

Fatura menos de US$ 50/mês? O plano gratuito da RouteNote ainda pode fazer sentido: o custo da comissão é baixo em termos absolutos e você não paga nada adiantado. Como alternativa, o plano Artist da Amuse a US$ 23,99/ano dá a você 0% de comissão desde o primeiro dia, se preferir pagar uma pequena taxa a ceder uma porcentagem. Aproveite essa fase para construir seu público.

Fatura US$ 200 ou mais por mês? Os modelos baseados em comissão ficam caros rápido. A US$ 200/mês, os 15% da RouteNote custam US$ 360/ano. Nesse nível, plataformas pagas com ferramentas profissionais (gestão multigravadora, acesso à API, análise em tempo real) costumam entregar mais valor no conjunto do que planos gratuitos que ficam com um pedaço de cada stream.

Lança mais de 10 faixas por ano? O preço por lançamento (RouteNote Premium, CD Baby) fica caro rápido. O modelo ilimitado da DistroKid ou os planos por faixa da LabelGrid oferecem custos mais previsíveis.

Tem ou planeja uma gravadora? A maioria das plataformas desta lista foi criada para artistas solo. A gestão multigravadora, a divisão automática e o acesso à API da LabelGrid foram pensados especificamente para a operação de gravadoras.

Precisa de áudio espacial? Se o Dolby Atmos importa, há suporte na LANDR (grátis nos planos pagos), na DistroKid (complemento de US$ 26,99/faixa), na TuneCore (US$ 16,99/faixa), na UnitedMasters (planos SELECT/PARTNER, só no Apple Music) e na ONErpm. A RouteNote e a Amuse atualmente não oferecem.

Como migrar da RouteNote

O processo de migração depende de você estar no plano gratuito ou premium da RouteNote, mas, de qualquer forma, é simples.

Passo 1: Suba seu catálogo para a nova plataforma primeiro. Antes de mexer em qualquer coisa na RouteNote, deixe todos os seus lançamentos no ar pela nova distribuidora. Isso garante disponibilidade contínua no Spotify, no Apple Music e em todos os outros DSPs. Espere a confirmação de que todos os lançamentos estão no ar, o que pode levar alguns dias.

Passo 2: Solicite as remoções na RouteNote. Assim que sua música estiver confirmada no ar na nova plataforma, entre no painel da RouteNote e solicite a remoção de todos os seus lançamentos. Se você está no plano gratuito, sua obrigação de comissão termina quando as remoções forem processadas. Se está no premium, você já pagou por lançamento, então não há mais nada a cancelar: basta remover os lançamentos.

Passo 3: Transfira eventuais reivindicações do YouTube Content ID. Esse é o passo que as pessoas esquecem. Se você usa o Content ID da RouteNote, precisa liberar essas reivindicações antes que a nova distribuidora possa registrá-las. Entre em contato com o suporte da RouteNote para garantir que o Content ID seja totalmente liberado em cada faixa. Depois, configure o Content ID pela nova plataforma. Pode haver uma breve interrupção na monetização durante a transição.

Dica: Tire prints das suas análises na RouteNote antes de sair. Os dados históricos podem ficar inacessíveis depois que você encerrar a conta, e eles são úteis para acompanhar o crescimento ao longo do tempo.

Considerações finais

A RouteNote cumpriu um papel: colocou sua música no mercado quando você não tinha como pagar adiantado. Isso tem valor real, e não há vergonha nenhuma em começar por um plano gratuito. Mas, conforme sua receita cresce, a conta da comissão muda. Em algum momento, uma plataforma paga, com ferramentas profissionais e retenção de royalties mais alta, pode entregar mais valor no conjunto.

As alternativas desta lista vão de uploads ilimitados em conta a ferramentas de gestão de gravadora de nível profissional. Seja qual for o caminho que você escolher, o importante é fazer uma escolha consciente, baseada em onde você está agora, não em onde estava quando se cadastrou.

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Perguntas frequentes

Quanto a comissão de 15% da RouteNote custa de fato ao longo de um ano?

Vamos às contas com números reais. Com US$ 100/mês em royalties, os 15% custam US$ 180/ano. Com US$ 500/mês, dá US$ 900/ano. Com US$ 1.000/mês, você abre mão de US$ 1.800/ano. Plataformas pagas como a DistroKid (a partir de cerca de US$ 24,99/ano) ou a LabelGrid (a partir de US$ 99/ano com 85% de retenção de royalties no Solo e até 95% a 100% nos planos Custom) cobram uma taxa fixa no lugar disso. O ponto de equilíbrio exato depende da sua receita e da plataforma que você escolher, mas, para a maioria dos artistas que faturam de forma consistente, uma assinatura paga com ferramentas profissionais entrega mais valor do que um plano gratuito com comissão contínua.

A distribuição gratuita realmente vale a pena algum dia?

Sim, de verdade, mas só em situações específicas. Se você está lançando seu primeiro single e não faz ideia se alguém vai ouvir, um plano gratuito deixa você aprender o processo sem risco financeiro. Se seus royalties mensais estão abaixo de US$ 15 a 20, a comissão custa menos do que até a plataforma paga mais barata. Mas os planos gratuitos viram um mau negócio rápido. A maioria dos artistas deveria planejar a migração para uma plataforma paga em 6 a 12 meses após o primeiro lançamento, ou antes disso, se estiver vendo qualquer tração.

O Dolby Atmos importa de fato para a minha música?

Está ficando cada vez mais relevante. O Apple Music, o TIDAL e o Amazon Music promovem ativamente o conteúdo em áudio espacial, e as faixas disponíveis em Dolby Atmos costumam receber posicionamento preferencial em playlists. Não é decisivo para todo gênero: uma faixa de lo-fi bedroom pop não precisa de Atmos. Mas, para gêneros que se beneficiam de profundidade espacial (eletrônica, orquestral, hip-hop com produção elaborada), é uma vantagem competitiva. A RouteNote não oferece nenhum suporte, então, se isso importa para você, as alternativas incluem a LANDR (incluído nos planos pagos), a DistroKid (complemento de US$ 26,99/faixa), a TuneCore (US$ 16,99/faixa), a UnitedMasters (planos SELECT/PARTNER, só no Apple Music, processo manual) e a ONErpm.

Como o RouteNote Premium se compara a outras plataformas pagas?

O RouteNote Premium cobra entre US$ 10 e US$ 45 por lançamento com 0% de comissão: US$ 10 para singles, US$ 20 para EPs, US$ 30 para álbuns e US$ 45 para álbuns estendidos, além de uma taxa de renovação de US$ 9,99/ano a partir do segundo ano. Para um artista que lança 2 ou 3 singles por ano, isso dá mais ou menos US$ 30 a US$ 40 por ano, bem competitivo. Mas um artista que lança mais de 10 faixas paga de US$ 100 a US$ 450, ponto em que o modelo ilimitado da DistroKid (US$ 24,99/ano) ou o plano Solo da LabelGrid (US$ 99/ano para 100 faixas) oferece um valor bem melhor. O Premium também não acrescenta nenhum recurso novo além de tirar a comissão: você não ganha ferramentas para gravadora, APIs nem análises mais avançadas ao fazer o upgrade.

E se eu precisar gerenciar vários artistas ou gravadoras?

É aqui que a RouteNote mostra suas limitações com mais clareza. A plataforma foi feita para artistas individuais distribuindo a própria música. Se você gerencia um elenco, mesmo que sejam só 2 ou 3 artistas, vai achar o fluxo de trabalho desajeitado, na melhor das hipóteses. Não há divisão automática de royalties, não há painéis multigravadora e não há API para criar ferramentas personalizadas. A LabelGrid foi feita sob medida para esse caso, com gestão multigravadora a partir do plano Basic (3 gravadoras), chegando a mais de 50 gravadoras nos planos Custom. Se a gestão de gravadora é ao menos uma possibilidade no seu futuro, escolha uma plataforma que dê suporte a isso de forma nativa.

Nosso guia sobre software de contabilidade de royalties musicais explica quais ferramentas de divisão e de relatórios procurar, e a comparação entre RouteNote e LabelGrid detalha preços e recursos.

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