A ONErpm conquistou uma posição forte no mundo da distribuição musical, especialmente na América Latina e no Brasil. Ela oferece serviços legítimos de gravadora, suporte a Dolby Atmos e atua como Spotify Preferred Provider na função de distribuidora de selo. Para os artistas e gravadoras que conseguem entrar, há valor real ali.

O problema é justamente entrar. A ONErpm trabalha com um modelo baseado em candidatura e avalia, por meio de um processo seletivo, com quem vai fechar parceria. É uma porta estreita. Artista em ascensão, sem catálogo consolidado nem base de seguidores? Talvez você nem passe da recepção. E, mesmo aceito no plano Emerging, enfrenta uma comissão de 15 a 30% sobre seus royalties, negociada conforme o tamanho do catálogo e o desempenho. É uma fatia considerável, que pesa mais justamente quando você tem menos condições de bancá-la.

A ONErpm entrega para uma ampla rede de DSPs, o que é sólido, mas perceptivelmente mais enxuto do que o de plataformas com alcance maior. Ela usa os padrões DDEX para a entrega de metadados, o que demonstra maturidade técnica, e seus planos superiores vêm com taxas negociadas, ainda que o significado de “negociado” dependa inteiramente da sua posição de barganha.

As melhores alternativas à ONErpm em 2026 são a LabelGrid, para uma infraestrutura de selo com acesso aberto, preços transparentes e API; DistroKid e Amuse, para planos de artista de baixo custo; TuneCore e CD Baby, para catálogos consolidados; e LANDR, para distribuição somada à masterização. A plataforma da ONErpm é pensada mais para gravadoras estabelecidas do que para artistas individuais ainda em busca de espaço. Se você foi recusado, se a comissão está corroendo suas margens ou se quer acesso aberto sem processo de candidatura, aqui estão sete alternativas que merecem sua atenção.

O que procurar em uma distribuidora musical

Deixar uma distribuidora orientada a selos como a ONErpm exige que você saiba exatamente o que busca na próxima. Prioridades diferentes levam a escolhas bem diferentes.

Acesso aberto x curadoria de entrada. Algumas plataformas aceitam todo mundo, enquanto outras fazem curadoria de quem entra. Nenhuma das abordagens é melhor por natureza, mas, se as recusas de candidatura já te frustraram, você provavelmente quer uma plataforma em que basta criar conta para começar.

Preços transparentes. “Taxas negociadas” soa premium, mas também significa que você não sabe quanto vai pagar até alguém decidir quanto você vale. Anuidades fixas ou comissões publicadas com clareza permitem calcular seu custo exato antes de se comprometer.

Amplitude de DSPs. A ONErpm cobre os principais DSPs. Isso dá conta dos grandes, mas, se o seu público escuta em plataformas regionais (Anghami no Oriente Médio, JioSaavn na Índia, NetEase na China), talvez você precise de um alcance maior. Algumas distribuidoras chegam a redes bem mais amplas.

Infraestrutura de selo. Se você vem da ONErpm, é possível que esteja tocando uma gravadora ou planejando montar uma. Nem toda distribuidora dá suporte à gestão de vários artistas, à divisão automática de royalties ou a estruturas de subselos. Algumas são feitas só para artistas solo e ficam desajeitadas quando você tenta crescer.

Flexibilidade contratual. A ONErpm pode ter cláusulas de exclusividade ou prazos de aviso prévio. Seja qual for a plataforma de destino, leia os termos sobre direito de saída e propriedade do catálogo. Você quer uma plataforma da qual possa sair sem briga, caso as coisas não deem certo.

As 7 melhores alternativas à ONErpm

1. LabelGrid: melhor para gravadoras que querem acesso aberto e ferramentas de verdade

Se o muro de candidatura ou as taxas de comissão da ONErpm te levaram a procurar outra opção, a LabelGrid resolve os dois pontos diretamente. Não há processo de candidatura: você cria a conta, escolhe um plano e começa a distribuir. Os preços são públicos e fixos, com planos anuais e retenção de royalties que vai de 85% no Solo e no Basic e 90% no Pro até 95-100% nos planos Custom (com acordos diretos com DSPs).

A LabelGrid entrega para todos os principais DSPs, incluindo Spotify, Apple Music, Amazon, YouTube Music, Tidal, Deezer, TikTok e uma série de plataformas regionais. Ela é Spotify Preferred Provider e parceira de entrega da Merlin Network. Essa parceria com a Merlin é especialmente relevante para quem vem do universo de serviços de selo da ONErpm: significa que seu catálogo ganha acesso a acordos de licenciamento coletivo negociados em nome de gravadoras e distribuidoras independentes.

A infraestrutura de selo é o verdadeiro diferencial aqui. A gestão de múltiplos selos permite operar vários imprints em uma única conta. A divisão automática de royalties cuida da contabilidade que vira um pesadelo quando você administra um elenco de artistas. E a API REST aberta, com ambiente sandbox, permite criar integrações personalizadas, conectar seus próprios sistemas ou até oferecer distribuição white-label dentro de um produto que você vende aos seus clientes.

As análises em tempo real detalham o desempenho por DSP, por lançamento e por faixa individual, o nível de granularidade de que os gestores de selo precisam para decidir com base em dados sobre investimento em marketing e estratégia de lançamento.

Prós:

  • Sem processo de candidatura ou aprovação: acesso aberto
  • Preços anuais fixos com retenção de royalties de 85-90% (até 95-100% nos planos Custom)
  • Gestão de múltiplos selos com divisão automática de royalties
  • API REST aberta com ambiente sandbox
  • Spotify Preferred Provider + parceira da Merlin Network
  • Análises em tempo real por DSP, lançamento e faixa
  • Plugin para WordPress com smart links e pré-saves

Contras:

  • O preço inicial de US$ 99/ano é mais alto do que opções gratuitas ou de baixo custo
  • Limite de faixas por plano (100 no Solo, 200 no Basic, 500 no Pro)
  • Rede de DSPs menor do que a de alguns concorrentes que anunciam alcances bem mais altos

Planos: Solo US$ 99/ano (100 faixas, 1 selo, retenção de 85%) | Basic US$ 199/ano (200 faixas, 3 selos, retenção de 85%) | Pro US$ 499/ano (500 faixas, 5 selos, retenção de 90%) | Custom a partir de US$ 849/ano (2000+ faixas, 50+ selos, retenção de até 95-100% com acordos diretos com DSPs)

Melhor para: gravadoras e artistas em crescimento que querem ferramentas de nível profissional sem barreiras de entrada.

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2. DistroKid: melhor para artistas solo que lançam o tempo todo

A proposta da DistroKid é de uma simplicidade brutal: pague uma anuidade baixa (a partir de cerca de US$ 24,99/ano) e suba faixas ilimitadas. Para um artista solo que vem da comissão de 15 a 30% do plano Emerging da ONErpm, essa conta é atraente de imediato.

A plataforma é otimizada para velocidade e volume: uploads rápidos, entrega ágil e uma interface que não atrapalha. Mas a DistroKid foi criada para artistas individuais, não para a operação de gravadoras. Se você administra vários artistas ou precisa de uma contabilidade de royalties mais sofisticada, vai esbarrar em limites rapidamente. Recursos essenciais, como o YouTube Content ID e nomes de selo personalizados, exigem complementos pagos. E, o mais importante: se você cancelar a assinatura, sua música é retirada das lojas, a menos que compre a opção “Leave a Legacy” por US$ 29 por lançamento, que mantém sua música nas lojas permanentemente.

Prós:

  • Uploads ilimitados pela anuidade mais baixa do mercado
  • Processo de upload rápido e simples
  • Sem necessidade de candidatura ou aprovação

Contras:

  • Recursos importantes exigem complementos pagos
  • Música retirada das lojas ao cancelar (a não ser que você pague US$ 29/lançamento pelo “Leave a Legacy”)
  • Gestão de selo muito limitada: não foi feita para operações com vários artistas

Melhor para: artistas solo que priorizam baixo custo e alto volume de lançamentos em vez de recursos de gravadora.

Compare DistroKid e LabelGrid em detalhes

3. TuneCore: melhor para artistas estabelecidos que valorizam histórico

A TuneCore distribui música desde 2006, mais tempo do que a maioria das plataformas desta lista existe. Hoje sob a propriedade da Believe, ela migrou para um modelo de assinatura com uploads ilimitados: Rising Artist por US$ 24,99/ano, Breakout Artist por US$ 44,99/ano e Professional por US$ 54,99/ano, todos pagos e sem comissão por stream. Para artistas ou pequenas gravadoras que deixam o ambiente estruturado da ONErpm, a TuneCore oferece um nível de profissionalismo familiar.

Ela dá suporte a Dolby Atmos por US$ 16,99 por faixa, o que importa se o áudio espacial era algo que você valorizava na ONErpm (onde já vem incluído). O modelo de preços da TuneCore mudou várias vezes ao longo dos anos, o que torna o planejamento de longo prazo menos previsível do que o de plataformas com preços estáveis.

Prós:

  • Quase duas décadas de operação
  • Distribuição em Dolby Atmos disponível
  • Bons serviços de publishing e licenciamento para sync

Contras:

  • Os preços já mudaram várias vezes: custos futuros incertos
  • O preço do Dolby Atmos se acumula em projetos completos
  • Sem plano gratuito: todos os planos são pagos

Melhor para: artistas estabelecidos que querem uma distribuidora consolidada e institucional com uploads ilimitados.

Compare TuneCore e LabelGrid em detalhes

4. CD Baby: melhor para donos de catálogo que querem presença permanente

O modelo de taxa única da CD Baby significa que você paga uma vez por lançamento e ele fica nas lojas por tempo indeterminado. Sem assinatura para manter, sem renovação anual para esquecer. Para artistas com um catálogo antigo extenso que querem uma abordagem “configurou e esqueceu”, o modelo tem apelo evidente.

O custo dessa escolha é uma comissão de 9% sobre a receita de streaming e download, mais 30% sobre a receita do YouTube Content ID. Ao longo de anos de receita de streaming, essa comissão pode superar o que você pagaria em assinaturas anuais de outras plataformas. A CD Baby agora pertence ao UMG/Virgin Music Group, após a aquisição de US$ 775 milhões da Downtown Music Holdings, concluída em fevereiro de 2026, o que levantou dúvidas sobre o rumo da plataforma.

Prós:

  • Pagamento único: sem cobranças recorrentes pela distribuição
  • Música permanece nas lojas para sempre
  • Histórico consolidado em distribuição independente

Contras:

  • Comissão de 9% sobre streaming/download + 30% sobre o YouTube Content ID reduz os ganhos no longo prazo
  • Agora pertence ao UMG/Virgin Music Group (via aquisição de US$ 775 milhões da Downtown Music Holdings, fev. 2026)
  • Recursos de selo são básicos comparados aos de plataformas feitas para isso

Melhor para: artistas com catálogos estáveis que preferem pagar uma vez a administrar assinaturas.

Compare CD Baby e LabelGrid em detalhes

5. UnitedMasters: melhor para artistas focados em parcerias com marcas

A UnitedMasters abordou a distribuição por outro ângulo, construindo um marketplace que conecta artistas independentes a grandes marcas. Se inserções em sync e acordos com marcas fazem parte da sua estratégia de crescimento, isso é genuinamente diferente de tudo o que a ONErpm ou a maioria das outras distribuidoras oferece.

Ela tem quatro planos: DEBUT (gratuito, comissão de 10%), DEBUT+ (US$ 19,99/ano, sem comissão por stream), SELECT (US$ 59,99/ano, sem comissão por stream + parcerias com marcas) e PARTNER (apenas por convite, sem comissão por stream + marketplace completo de marcas). O plano DEBUT+, a US$ 19,99/ano sem comissão por stream, é notavelmente acessível. O alcance de DSPs é comparável ao da ONErpm, embora a UnitedMasters não conste no Diretório de Preferred Providers do Spotify. Os recursos de distribuição são menos desenvolvidos do que os de plataformas focadas em selos, mas o canal de parcerias com marcas é real e pode gerar receita além do streaming.

Prós:

  • Canal direto para parcerias com marcas e acordos de sync
  • Sem comissão por stream já a partir de US$ 19,99/ano (DEBUT+): mais baixo que os 15 a 30% do plano Emerging da ONErpm
  • O plano SELECT (US$ 59,99/ano) acrescenta parcerias com marcas e licenciamento para sync

Contras:

  • Alcance de DSPs semelhante ao da ONErpm, menor que o de algumas alternativas
  • Não consta no Diretório de Preferred Providers do Spotify
  • Os recursos de distribuição são secundários em relação às ferramentas de marketing

Melhor para: artistas que veem as parcerias com marcas como uma fonte de receita relevante ao lado do streaming.

Compare UnitedMasters e LabelGrid em detalhes

6. RouteNote: melhor para artistas com orçamento curto que toleram comissão

A RouteNote oferece um plano gratuito com comissão de 15% e um plano premium (de US$ 10 a US$ 45 por lançamento, conforme o tipo) sem comissão por stream. Ela alcança uma rede ampla de DSPs, incluindo sub-redes, o que dá um alcance maior que o da ONErpm. A empresa se tornou Spotify Preferred Provider em outubro de 2023.

O YouTube Content ID está incluído em todos os planos, com comissão de 15% no gratuito e sem comissão por stream no premium, o que é simples de entender. A principal limitação é a falta de suporte a Dolby Atmos. Então, se você tinha acesso a áudio espacial pela ONErpm e quer mantê-lo, a RouteNote não preenche essa lacuna.

Prós:

  • Plano gratuito sem custo inicial
  • Rede de DSPs mais ampla que a da ONErpm
  • YouTube Content ID incluído, Spotify Preferred Provider

Contras:

  • A comissão de 15% do plano gratuito se acumula com o tempo
  • Sem suporte a Dolby Atmos
  • Ferramentas profissionais limitadas para operações de gravadora

Melhor para: artistas que querem amplo alcance de DSPs sem custo inicial e que toleram comissão.

Compare RouteNote e LabelGrid em detalhes

7. LANDR: melhor para artistas que precisam de masterização e distribuição juntas

A LANDR é uma plataforma de masterização por IA que adicionou a distribuição como serviço secundário. Se você precisa de masterização e distribuição, juntar as duas é prático. Ela entrega para uma rede ampla de DSPs, tem o selo de Spotify Preferred Provider e inclui Dolby Atmos sem custo extra nos planos pagos, equiparando-se ao suporte a áudio espacial da ONErpm, mas sem o processo de candidatura.

A distribuição não é o produto principal da LANDR, e a profundidade dos recursos reflete isso. O YouTube Content ID vem com comissão de 20% nos planos Pro e Studio. A LANDR oferece planos voltados a selos, com preços personalizados e divisão automática de royalties (sem comissão por stream durante a assinatura), além de uma API de masterização, embora não haja API de distribuição. A LANDR não cobra comissão enquanto você está assinante, mas, se você cancelar, a música continua no ar e a LANDR fica com 15% dos royalties seguintes. Se você vem do ecossistema de serviços de selo da ONErpm, a LANDR vai parecer um passo atrás em termos de infraestrutura profissional.

Prós:

  • Masterização por IA + distribuição em uma só plataforma
  • Dolby Atmos incluído sem custo extra
  • Rede ampla de DSPs, Spotify Preferred Provider, sem necessidade de candidatura

Contras:

  • Recursos de distribuição limitados: é, antes de tudo, uma plataforma de masterização
  • Comissão de 20% no YouTube Content ID
  • Há planos voltados a selos com preços personalizados, mas a profundidade da distribuição é limitada perto das plataformas dedicadas

Melhor para: artistas solo que querem masterização e distribuição em um só pacote, sem processo de candidatura.

Compare LANDR e LabelGrid em detalhes

Como escolher a distribuidora certa

Vindo da ONErpm, suas prioridades provavelmente são mais profissionais do que as do artista médio que procura sua primeira distribuidora. Tenha estes fatores em mente ao comparar as opções.

Se a gestão de selo é sua necessidade principal: a LabelGrid é o caminho mais claro. Gestão de múltiplos selos, divisão automática, acesso à API e parceria com a Merlin Network fazem dela o mais próximo do modelo de serviços de selo da ONErpm, sem a barreira de candidatura e com preços anuais fixos transparentes (retenção de royalties de 85-90% conforme o plano).

Se você só quer algo barato e simples: os uploads ilimitados da DistroKid por cerca de US$ 24,99/ano são a opção de taxa fixa mais acessível. Não vai substituir as ferramentas de selo da ONErpm, mas, para distribuição solo, funciona.

Se o Dolby Atmos é inegociável: suas opções são LANDR (incluído de graça), TuneCore (US$ 16,99/faixa), DistroKid (US$ 26,99/faixa), UnitedMasters (planos SELECT/PARTNER, só Apple Music) ou continuar na ONErpm.

Se acordos com marcas te empolgam mais que recursos de distribuição: a UnitedMasters oferece algo que ninguém mais tem, com seu marketplace de parcerias com marcas.

Se você quer risco financeiro zero enquanto decide: o plano gratuito da RouteNote permite distribuir sem gastar um centavo de início (a Amuse não oferece mais uma opção gratuita; os planos dela começam em US$ 23,99/ano, sem comissão por stream). Só lembre que a comissão da RouteNote se acumula à medida que sua receita cresce.

Como migrar da ONErpm

Sair da ONErpm exige mais cuidado do que deixar a maioria das distribuidoras, por causa do modelo orientado a selos e de possíveis cláusulas contratuais.

Passo 1: revise seu contrato com a ONErpm. Antes de qualquer outra coisa, confira os termos do contrato. A ONErpm pode ter cláusulas de exclusividade, prazos de aviso prévio ou prazos mínimos de permanência, conforme o seu plano. Alguns contratos exigem aviso por escrito de 30 a 60 dias antes de você poder retirar o catálogo. Descumprir esses termos pode gerar complicações jurídicas, então leia as letras miúdas ou pergunte diretamente ao suporte da ONErpm sobre seus direitos de saída.

Passo 2: configure a nova distribuidora e suba seu catálogo. Depois de entender suas obrigações contratuais, crie sua conta na nova plataforma e comece a subir seus lançamentos. Replique todos os metadados com exatidão: nomes de artistas, ISRCs, códigos UPC e datas de lançamento. Usar os mesmos ISRCs garante que as contagens de streams e as inserções em playlists migrem para a nova distribuição. Espere até que tudo esteja confirmado no ar em todos os DSPs.

Passo 3: coordene a transição com a ONErpm. Entre em contato com a ONErpm para iniciar as remoções somente depois que sua música estiver no ar pela nova distribuidora. Se você tem YouTube Content ID pela ONErpm, não esqueça de liberar essas reivindicações; esse passo é crucial para evitar conflitos em que duas distribuidoras reivindicam o mesmo conteúdo. Peça confirmação por escrito de que seu catálogo foi totalmente liberado do sistema deles.

Importante: os contratos de planos superiores da ONErpm podem incluir recuperação de adiantamentos ou compromissos de receita mínima. Garanta que qualquer obrigação financeira esteja quitada antes da transição. A intenção aqui não é assustar você: a maioria dos artistas migra sem problemas. Mas o modelo de serviços de selo da ONErpm significa que pode haver mais burocracia do que em uma plataforma de autoatendimento.

Considerações finais

A ONErpm construiu algo valioso para os artistas e gravadoras que ela escolhe atender. Sua expertise no mercado latino-americano, o suporte a Dolby Atmos e a entrega no padrão DDEX são pontos fortes legítimos. Mas uma distribuidora que escolhe seus clientes não é a opção certa para todo mundo, e uma comissão de 15 a 30% no plano Emerging cobra caro de artistas que já estão no limite.

A boa notícia é que o mercado de distribuição amadureceu muito. Você encontra plataformas de acesso aberto com ferramentas profissionais de selo, preços transparentes e amplo alcance de DSPs. Se você foi recusado pela ONErpm, se está cansado da estrutura de comissão ou se simplesmente quer mais controle sobre a sua distribuição, as opções acima te dão escolhas de verdade.

Escolha a que combina com onde você quer chegar, não só com onde está hoje.

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Perguntas frequentes

Por que a ONErpm usa um modelo baseado em candidatura?

A ONErpm funciona mais como uma distribuidora de selo do que como uma plataforma de autoatendimento. O modelo de negócio dela envolve investir recursos nos artistas e gravadoras com quem trabalha: pitching de playlists, apoio de marketing, promoção regional. Ao fazer curadoria de quem entra, ela concentra esses recursos em quem acredita que vai gerar retorno. Isso não é ruim por si só: é como funcionam os serviços de gravadora tradicionais. Mas cria uma barreira que exclui muitos artistas talentosos que ainda não atingiram as métricas que a ONErpm busca.

Quanto custa, na prática, a comissão do plano Emerging da ONErpm?

A comissão do plano Emerging varia de 15 a 30%, conforme o tamanho do catálogo e o desempenho. No teto (30%), US$ 200/mês em royalties significam US$ 720/ano indo para a ONErpm. A US$ 500/mês, são US$ 1.800/ano. A US$ 1.000/mês, chegam a US$ 3.600/ano. Mesmo no piso (15%), esses números ficam em US$ 360, US$ 900 e US$ 1.800, respectivamente. Compare com o plano Solo da LabelGrid, a US$ 99/ano (retenção de royalties de 85%), ou com a DistroKid, a cerca de US$ 24,99/ano. A comissão do plano Emerging só faz sentido se os serviços da ONErpm (marketing, pitching de playlists, promoção regional) gerarem receita extra suficiente para justificar o custo. Se você não usa esses serviços de forma ativa, está pagando por eles mesmo assim.

Como o alcance de DSPs da ONErpm se compara ao de outras distribuidoras?

A ONErpm cobre todos os principais DSPs (Spotify, Apple Music, Amazon, YouTube Music, TIDAL, Deezer) e uma seleção de plataformas regionais. A LabelGrid cobre todos os principais DSPs, além dos regionais. RouteNote e LANDR anunciam alcances bem maiores, embora essas contagens muitas vezes incluam sub-redes e plataformas de nicho. Mas o número bruto não é o que importa. O que pesa é se as plataformas específicas que o seu público usa estão cobertas. Para a maioria dos artistas ocidentais, a diferença entre uma rede e outra é, em grande parte, irrelevante. Já para quem tem público no Sul da Ásia, no Oriente Médio ou no Leste Asiático, plataformas regionais específicas pesam mais do que o total.

O que considerar sobre gestão de selo ao migrar da ONErpm?

Se você toca uma gravadora pela ONErpm, precisa de uma distribuidora que realmente dê suporte à operação de selos, não apenas de uma que deixe você subir música. Recursos-chave para avaliar: gestão de vários selos/imprints em uma conta, divisão automática de royalties entre artistas e colaboradores, acesso de subusuários para a equipe e relatórios detalhados por artista e por selo. Entre as alternativas listadas, a LabelGrid oferece a infraestrutura de selo mais completa (gestão de múltiplos selos a partir do plano Basic, divisão automática, acesso à API). A maioria das outras plataformas é voltada para artistas individuais e trata a gestão de vários artistas como algo secundário, quando trata.

Nosso guia sobre software de contabilidade de royalties musicais mostra quais ferramentas de divisão e relatórios procurar, e a comparação entre ONErpm e LabelGrid detalha todas as diferenças.

Posso manter meus ISRCs e UPCs ao migrar da ONErpm?

Sim: seus ISRCs (International Standard Recording Codes) e UPCs (Universal Product Codes) pertencem a quem os registrou e devem ser transferidos para qualquer nova distribuidora. Ao subir seu catálogo em uma nova plataforma, use exatamente os mesmos ISRCs e UPCs dos seus lançamentos na ONErpm. Isso garante que o histórico de streaming, as inserções em playlists e as recomendações algorítmicas continuem ligados às suas faixas. Se a ONErpm emitiu os ISRCs em seu nome, confirme com ela que você mantém o direito de usar esses códigos em outro lugar. A maioria das distribuidoras, incluindo todas as sete desta lista, aceita ISRCs e UPCs já existentes durante o processo de upload.

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