Quer abrir sua própria empresa de distribuição musical? A primeira coisa que você precisa saber é que não vai ser fácil. Mas usar uma infraestrutura de distribuição que já existe, como a LabelGrid, pode ajudar você a realizar esse sonho.

Este guia explica o que é uma empresa de distribuição musical e como funciona todo o processo, do primeiro passo à contabilidade, ao marketing e muito mais.

O que é distribuição musical?

No fundo, distribuição musical é o processo de tornar a música gravada disponível para o público. É um processo amplo. Ele pode envolver música gratuita ou paga, distribuição física para lojas e distribuição digital para lojas online.

A distribuição musical já foi um setor puramente físico. A internet, porém, transformou profundamente a indústria. As pessoas costumavam ouvir música em vinil, CD, fita cassete e outros formatos. A chegada da internet e do mp3 mudou tudo de forma drástica.

Na época das mídias físicas, as lojas de discos precisavam dos direitos para revender a música de um artista. Essas lojas físicas tinham um sistema de contratos que garantia o pagamento de artistas e gravadoras.

Alguns desses acordos ainda existem. Hoje, no entanto, a maior parte da distribuição acontece em plataformas de download de música online ou em serviços de streaming.

Como funciona a distribuição musical?

A distribuição musical funciona de um jeito relativamente simples. As distribuidoras fecham um acordo com uma gravadora ou entidade semelhante. Esse acordo dá a elas o direito de vender a música da gravadora, e a distribuidora fica com uma parte de cada unidade vendida.

Em geral, as distribuidoras esperam que a gravadora entregue produtos finalizados e prontos para o mercado, como vinil e CD. Algumas distribuidoras, porém, também oferecem acordos de marketing e distribuição (os chamados acordos M&D). Nesses acordos, a distribuidora paga os custos físicos do produto e recupera o investimento por meio das primeiras vendas.

Por boa parte do século XX, foi assim que as coisas funcionaram. As distribuidoras eram as intermediárias entre as gravadoras e os varejistas, das lojas especializadas em música às grandes redes como a Walmart.

Alguns desses acordos eram em consignação, ou seja, o varejista só pagava pelo que vendia. Em outros, o varejista comprava diretamente.

É claro que a ascensão do mp3 e do compartilhamento de arquivos online mudou a distribuição para sempre. A internet de alta velocidade e os tocadores de mp3 derrubaram as barreiras físicas das mídias. Sites como o Napster permitiram que os consumidores baixassem ilegalmente toda a música que quisessem. A indústria musical mergulhou no caos.

Nos últimos anos, surgiu um novo modelo. Sites como Spotify e Pandora apareceram para oferecer aos fãs uma nova forma de ouvir música. Esses serviços foram um alívio para distribuidoras e gravadoras, porque devolveram a elas a possibilidade de monetizar a música.

Por que as pessoas abrem uma empresa de distribuição musical?

A distribuição costumava ser um acordo entre gravadoras e varejistas. Mas, à medida que a música passou a circular com facilidade pela internet, um novo leque de possibilidades se abriu.

Livres da exigência das cópias físicas, os artistas puderam levar sua música aos ouvintes por novos caminhos. Na prática, a distribuição digital permitiu que os artistas chegassem ao público sem nenhum intermediário.

E não é só a música que passou por essa transformação. Todo tipo de conteúdo, como livros, séries, videogames e filmes, hoje pode ser entregue sob demanda por streaming ou download direto.

Como funciona a distribuição musical digital?

Enquanto a indústria musical lidava com a digitalização e a pirataria, muita gente achava que isso traria uma mudança radical na forma como artistas e ouvintes se relacionariam.

Na teoria, distribuir uma música é tão simples quanto subir uma faixa para que as pessoas baixem. Mas, embora isso possa funcionar para artistas que já têm uma base de fãs considerável, a coisa não é bem assim.

A distribuição musical digital continua sendo uma parte enorme da infraestrutura que leva o produto gravado até o consumidor. Veja três motivos pelos quais a distribuição musical segue sendo essencial.

Distribuir para os Digital Service Providers

Plataformas voltadas diretamente ao artista, como Bandcamp e SoundCloud, ajudaram muita gente a conquistar público. E antes delas, lugares como o MySpace também levavam a música dos artistas até os fãs.

Plataformas assim não exigem um distribuidor digital. Disponibilizar a música é tão simples quanto criar uma conta e fazer o upload. A partir daí, basta que os fãs encontrem a faixa de alguma forma.

Mas, para cada punhado de histórias de sucesso, centenas de milhares de artistas não conseguiram se destacar. Além disso, esses canais representam uma fatia pequena de quem ouve música digital.

Existem muitos digital service providers que os fãs usam para acessar música, como:

  • Apple Music
  • Amazon Music
  • Deezer
  • Google Play Music
  • Pandora
  • Primephonic
  • Spotify
  • Tidal
  • Youtube Music

Para alcançar público, a música de um artista precisa estar em várias dessas plataformas.

A maioria dos digital service providers não deixa o artista subir a própria música diretamente. O Spotify testou esse recurso por um ano, mas encerrou em julho de 2019. Há vários motivos para isso, do controle de qualidade à distribuição dos pagamentos e até à forma como os metadados são inseridos.

Royalties

O segundo motivo pelo qual uma empresa de distribuição digital ainda é necessária são os royalties. Royalties são o valor que o detentor dos direitos da música recebe quando uma faixa é reproduzida ou baixada.

Para os serviços de streaming, pagar os artistas diretamente daria um trabalho enorme. Controlar as reproduções e os valores devidos é razoavelmente simples com o software de contabilidade certo, mas gerenciar os metadados e fazer transferências bancárias sem parar seria uma tarefa monumental.

Para se ter uma ideia, só o Spotify tem 8 milhões de artistas e recebe 60 mil faixas novas por dia. O Spotify envia relatórios para a LabelGrid (referentes aos nossos clientes) mais ou menos a cada seis a dez dias. A LabelGrid, por sua vez, faz o repasse mensal, e os DSPs costumam reportar todos os ganhos e itens 30 a 45 dias depois do fechamento de cada mês. Depois disso, os DSPs enviam os pagamentos cerca de 20 a 30 dias mais tarde, ou até mais, dependendo do DSP. Imagine fazer tudo isso sem um distribuidor. É uma quantidade absurda de trabalho administrativo, que a maioria das empresas teria dificuldade de dar conta.

Além disso, os detentores de direitos ainda receberiam uma série de pequenos pagamentos vindos de uma variedade enorme de plataformas.

Então esse é mais um dos papéis de uma empresa de distribuição musical. Ela pega a música dos artistas e a coloca nas plataformas onde as pessoas ouvem. A partir daí, reúne os pagamentos e devolve o dinheiro aos artistas.

Os créditos de composição e autoria, claro, são outra história. Eles são pagos por meio de:

  • Editoras musicais
  • Organizações de gestão coletiva (CMOs)
  • Organizações de direitos de execução (PROs)

Marketing

Divulgar música nunca foi tão simples quanto deixar que a qualidade fale por si. Sempre foi preciso promover para apresentar os artistas aos ouvintes, seja com a exposição dos discos perto do caixa da loja, seja em outros espaços promocionais.

O mesmo princípio vale até hoje. Embora muitos DSPs usem algoritmos para conectar artistas e usuários, ainda existe um trabalho de curadoria sobre o que ganha destaque. Como poucos DSPs concentram boa parte do mercado, aparecer em primeiro plano nas recomendações pode definir o futuro de um artista.

Mas como um artista convence a equipe editorial a promover sua música? Como já dissemos, só o Spotify tem milhões de artistas. O Spotify lança cerca de 60 mil músicas por dia. Não existe forma de um DSP tratar com cada artista individualmente.

Uma empresa de distribuição musical costuma ser o único caminho para que um DSP tenha essas conversas. A gravadora ou o empresário podem ser quem puxa a campanha de divulgação, mas, na maioria dos casos, é o distribuidor que entra em contato com o DSP para defender o artista.

Como abrir sua própria empresa de distribuição musical

Agora que você já entende:

  • O que é uma empresa de distribuição musical
  • Por que as pessoas abrem uma empresa de distribuição musical
  • Como funciona a distribuição musical digital

Chegou a hora de ver como abrir sua própria empresa de distribuição musical, em um guia passo a passo.

Defina por que você quer abrir sua empresa de distribuição musical

A indústria musical é, no geral, um mercado duro e competitivo. Pode levar muito tempo até você conseguir lucro, se é que vai conseguir. Por isso, o primeiro passo é entender por que você quer abrir sua própria empresa de distribuição musical.

Há três motivos principais que levam as pessoas a abrir a própria empresa de distribuição musical.

  1. Porque querem distribuir uma música em que acreditam
  2. Porque querem distribuir a própria música
  3. Porque já têm um negócio e querem acrescentar um braço de distribuição musical
  4. Porque acreditam que podem ganhar dinheiro

Ganhar dinheiro é, sem dúvida, possível, mas vai dar muito trabalho. Então começar sem paixão talvez não seja o melhor caminho.

Sejam quais forem seus motivos, a primeira coisa a fazer é montar algum tipo de base para iniciar o negócio. Isso pode significar se envolver com a cena musical da sua cidade ou com artistas novos que estão postando faixas nas redes sociais.

Descobrir novos talentos é um excelente ponto de partida. Você também pode considerar virar produtor de eventos para organizar shows, ajudar artistas a gravar e se tornar um canal que atrai talentos.

Quando já tiver alguma música para promover, você pode passar para o próximo passo.

Estude o setor

Para distribuir música, você precisa entender a indústria musical. Conhecer a música é uma coisa; entender a economia, os contratos e os diferentes tipos de acordo é fundamental para ter sucesso ao abrir uma empresa de distribuição musical.

Então fique por dentro das tendências do momento e entenda como tudo funciona no nível dos negócios e dos relacionamentos.

Entenda o que você vai precisar fazer como distribuidor

Se você quer abrir uma empresa de distribuição musical, precisa definir o que o seu papel vai envolver. Algumas das suas atribuições podem incluir:

  • Negociar contratos de distribuição, licenciamento, edição e gravação
  • Produzir as masters das gravações
  • Distribuir as gravações para DSPs e lojas
  • Gerenciar os pagamentos aos seus clientes e artistas
  • Tocar campanhas de marketing

Nem toda empresa de distribuição musical faz tudo isso, então você vai precisar decidir que tipo de empresa quer ser. E não custa nada ser diferente, então este é o momento de planejar a sua oferta.

O mais importante é agir com responsabilidade, confiabilidade e profissionalismo. Cuide bem dos seus clientes e artistas e você vai conseguir mantê-los por perto.

Faça pesquisa de mercado

A pesquisa de mercado é parte essencial de qualquer negócio. Antes de investir seu próprio dinheiro na venda de um produto, você precisa confirmar uma coisa: existe mesmo demanda para ele?

Você pode fazer isso banda por banda ou até por gênero específico. As redes sociais também ajudam: olhe os números de cada perfil para identificar quais artistas estão gerando burburinho de verdade, qual repertório engaja mais e onde o público realmente está.

No fim das contas, cabe a você decidir como montar seu casting. Dá para ir pelo geral ou tentar atender a um gênero. A maioria das pessoas começa por um gênero ou um som específico. Há vários motivos para isso ser uma boa ideia, como:

  • É mais fácil de construir uma marca
  • Você consegue formar uma comunidade
  • É o que você conhece

De qualquer forma, a maioria das pessoas já sabe que tipo de música quer distribuir, então é só uma questão de confirmar que existe público para o produto e que o negócio é viável.

Analise seus concorrentes

Como parte da pesquisa geral sobre uma empresa de distribuição, você deve analisar seus concorrentes. Observe distribuidoras como Horus, AWAL, DistroKid, TuneCore e outras, e estude o modelo de negócio delas. Examine os sites de cada uma para saber do que você vai precisar.

O ponto mais importante é garantir que o seu site seja fácil de navegar. Resista à vontade de deixá-lo complexo demais: ele precisa carregar rápido e ser funcional.

Você quer que as pessoas possam comprar diretamente de você? Se for o caso, vai precisar montar um carrinho de compras e avaliar processadores de pagamento como o PayPal, entre outros.

Além disso, o licenciamento musical é uma grande fonte de renda para a indústria. Vale a pena considerar isso como um serviço que você gostaria de oferecer. Falaremos mais sobre o assunto adiante.

Decida em que formato você vai distribuir

Um dos grandes benefícios da distribuição musical digital é o custo operacional menor. Sem pagar pela produção ou pela distribuição de produtos físicos, as despesas caem bastante. Ainda assim, alguns artistas e ouvintes continuam querendo um produto físico.

Por isso, você vai precisar decidir que nicho da distribuição musical pretende atender. Você pretende oferecer a distribuição de CDs e vinis? Ou prefere distribuir só no digital? Ou, quem sabe, um mix dos dois?

Definir isso é importante, porque vai pesar muito no tipo de acordo que você terá de negociar.

Identifique possíveis ameaças ao negócio

Todo bom plano de negócios deve levar em conta as ameaças que podem acabar com o seu sonho. Saber o que funciona é ótimo, mas saber o que não funciona também pode salvar o seu negócio.

Então, enquanto faz a pesquisa de mercado e os estudos de viabilidade, dedique um tempo a pensar nos cenários que já tiraram outras distribuidoras do mercado.

Algumas razões para empresas de música fracassarem são a má gestão dos recursos, a falta de adequação ao mercado, a concorrência, o esgotamento e até a retração econômica. Olhe para os fracassos do passado e tente tirar lições deles.

Escolha um nome

Nomes importam. Então tente criar algo marcante e fácil de lembrar, que traduza o que o seu negócio vai ser ou o tipo de música que você quer distribuir.

Há três pontos principais a considerar.

  1. Garanta que seja uma palavra ou frase única e fácil de buscar.
  2. Garanta que soe bem e fique bem escrito como logotipo
  3. Tenha de 2 a 3 opções com as quais você esteja satisfeito

Registre um domínio

Para abrir uma empresa de distribuição musical, você precisa de presença online. Isso será importante tanto para os artistas quanto para os DSPs com quem você quer trabalhar. Além disso, é um ótimo lugar para divulgar seus serviços com SEO.

Então acesse o GoDaddy.com ou o name.com e pesquise para ver se o nome que você quer já está em uso.

Vale lembrar também que você vai querer mesmo garantir o endereço .com do nome da sua empresa. Teste algumas das suas opções reserva ou use a criatividade se ele já estiver ocupado. Mas, se a alternativa ficar longe demais da ideia original, talvez seja melhor voltar à prancheta.

Registre o seu negócio

Depois de estabelecer sua presença online, você vai precisar registrar o negócio. Dá para trabalhar em nome próprio enquanto a distribuidora ainda está engatinhando, mas, quando você começa a atuar sob o nome da empresa, precisa registrá-lo legalmente. Ainda mais quando começa a faturar.

Registrar o nome do negócio traz algumas vantagens, entre elas:

  • proteção contra responsabilidade pessoal
  • diversos benefícios jurídicos
  • benefícios fiscais.

O processo de registro varia conforme o município, a região e o estado, então o melhor é verificar os detalhes específicos na repartição local responsável.

Uma coisa que você vai precisar fazer é decidir que tipo de empresa terá. Você terá algumas opções:

Empresário individual:

O empresário individual é a melhor escolha para quem está começando e em um projeto solo.

Sociedade:

A sociedade é o formato ideal quando a sua empresa de distribuição musical é um empreendimento conjunto.

Sociedade limitada (LLC):

A sociedade limitada, ou LLC, é mais indicada para empreendimentos maiores.

Abra uma conta bancária

Nem todo distribuidor musical independente dá esse passo, mas ele evita muita dor de cabeça na hora da contabilidade e dos impostos.

Quando você registra o negócio junto ao governo, recebe um número de empresa. Esse número permite abrir uma conta empresarial.

É uma ótima ideia manter as finanças do negócio e as pessoais separadas. Há muitos bons motivos para isso, mas o principal é que ele deixa sua contabilidade e seus impostos bem mais fáceis. Em segundo lugar, facilita tocar um negócio lucrativo.

Considere a edição musical

Se você tem um acervo de conteúdo musical, pode fechar acordos com diversas empresas para usar as faixas em programas de TV e filmes. Consiga um diretório do setor ou procure os nomes das produtoras nos créditos de diferentes produções.

Monte um material e mande um e-mail a essas empresas explicando que você tem música disponível para licenciar. Nem sempre vai funcionar, mas, se uma faixa for usada em TV ou cinema, ela pode gerar bastante receita para os seus clientes. Para se aprofundar, pesquise sobre sincronização musical (Music Synchronisation) ou converse com alguns supervisores musicais para entender como eles colocam música em conteúdo audiovisual. O IMDb é uma boa fonte de supervisores musicais: basta procurar qualquer filme.

E agora a parte difícil….

Networking

Quando você já é uma empresa formalizada, tem um site e tem música para distribuir, vai precisar de algum lugar para colocá-la. E aí começa a tarefa interminável e muitas vezes complicada de fazer networking com as lojas e os DSPs onde você quer hospedar a sua música.

Construir esses relacionamentos é VITAL para o sucesso da sua empresa de distribuição musical. Uma das melhores formas de chamar a atenção dessas empresas é despertar a demanda do público.

Por isso, chegar até o consumidor é um passo importante. Algumas bandas e gravadoras fazem a própria divulgação, mas você também deve buscar formas de conectar seus artistas a um público.

As redes sociais são um ótimo jeito de alcançar ouvintes. Você também pode se conectar com a cena musical local, estações de rádio, casas de show ou quem você achar que vai divulgar a sua música.

O conteúdo de marketing é outra forma de gerar interesse. Vale pensar em uma newsletter por e-mail ou em resenhas e divulgações no seu site, em publicações do setor ou em outros sites.

No fundo, este passo é sobre tornar a sua música mais popular, o que deixa os DSPs mais receptivos à sua distribuição. Converse com os seus clientes e veja o que eles já estão fazendo. Talvez você possa acrescentar um pacote de marketing aos seus serviços e contratar assessores de imprensa para fazer a sua marca crescer.

Defina uma localização

Dá para operar do seu quarto, mas algumas das empresas de distribuição musical mais bem-sucedidas estão ligadas a um lugar. Então pense em qual cena ou gênero musical você gostaria de apoiar. Tomara que você já viva numa região que produz muitos artistas, mas, se não for o caso, não é o fim do mundo.

As empresas de distribuição musical digital podem operar pela internet. Elas conseguem fazer muito marketing e garimpar talentos nas redes sociais. Mas nada se compara a ver de perto artistas em ascensão e descobri-los cedo.

Quanto a alugar ou não um escritório, isso depende mesmo do seu orçamento. Se você tem equipe e guarda cópias físicas das gravações, vai precisar de um lugar para trabalhar. Se for uma operação digital de uma pessoa só, dá para manter os custos baixos trabalhando no computador, de casa.

Pense no financiamento

Todo negócio precisa de algum capital inicial. Mesmo que você queira tocar uma operação pequena e enxuta, haverá custos e despesas iniciais. Então calcule do que vai precisar para os primeiros seis meses a um ano e tente encontrar uma fonte de recursos.

Há algumas formas diferentes de encarar isso.

  1. Usar economias ou bens pessoais
  2. Buscar sócios investidores
  3. Solicitar um empréstimo bancário ou para pequenas empresas
  4. Buscar editais públicos ou de incentivo à cultura
  5. Pedir um empréstimo a amigos ou familiares

Algumas dessas opções são mais atraentes que outras. Mas, de todo modo, se você for pedir que alguém apoie o seu empreendimento, precisa ter um plano de negócios sólido. Esse plano inclui a pesquisa de mercado e os estudos de viabilidade que você fez antes, além de outros pontos, como modelos de negócio comparáveis.

Entenda os requisitos técnicos

Em qualquer negócio, a confiança é um fator vital. Na distribuição musical, ela é ainda mais importante. Distribuindo um produto físico ou digital, você é o intermediário entre os DSPs e lojas e o artista ou a gravadora.

Por isso, é fundamental acompanhar todos os números relevantes e garantir que artistas e gravadoras sejam devidamente remunerados pelo trabalho. Qualquer coisa abaixo disso e a sua reputação sofre um dano do qual ela não se recupera.

Para tocar um negócio do jeito certo, você precisa de uma forma de manter os registros e a contabilidade em dia. Anote todos os CDs físicos que recebeu ou o dinheiro que recebeu dos DSPs. Você também precisa de um método de pagamento seguro e confiável para receber o dinheiro das vendas ou dos streams e de termos contratuais claros sobre o que cada artista recebe.

Dependendo da sua estrutura, você vai lidar com gravadoras ou com artistas independentes. Claro, o melhor cenário possível é fechar um acordo de distribuição com uma grande gravadora. Mas esse tipo de acordo é difícil de conseguir.

Estruture um bom processo de atendimento

Uma vantagem da distribuição digital sobre a física é a rapidez e o contato direto. Para levar o trabalho ao público ouvinte, os artistas precisam da ajuda de profissionais do setor. Existe uma ou outra história de sucesso de banda independente, mas ela vem acompanhada de centenas de milhares de bandas que não deram certo.

Parte do seu trabalho como distribuidor será ajudar os artistas a financiar, anunciar, divulgar e distribuir o trabalho deles para varejistas online e offline e para outros DSPs.

A distribuição online ajuda os artistas a colocar o trabalho nas mãos dos ouvintes sem um grande investimento em produtos físicos. Claro, as gravações ainda precisam ser financiadas. Boa parte desses custos fica com as gravadoras, mas, se você quer que elas deem certo, vai precisar achar uma forma de ajudar.

Outro ponto a considerar é que as empresas de distribuição musical online costumam funcionar como uma espécie de gestora de direitos digitais. Entre os serviços que você pode oferecer, estão marketing e divulgação junto aos seus acordos de distribuição. Mesmo assim, o ideal é focar em dominar uma habilidade ou serviço de cada vez.

Considere os aspectos jurídicos e empresariais

Tocar uma empresa de distribuição musical é um trabalho feito por amor e deve ser divertido, mas há também vários aspectos mais sérios que você precisa considerar. Já tratamos de alguns pontos jurídicos, como o registro do negócio, mas ainda há outros a destacar.

Proteção da propriedade intelectual

Se as últimas décadas ensinaram algo à indústria musical, foi que a pirataria pode prejudicar as vendas. De certa forma, a pirataria abriu caminho para gigantes como Spotify e Apple Music. Esses serviços encontraram um jeito de competir com o streaming e os downloads ilegais e de oferecer uma maneira legítima de os artistas gerarem renda.

Mesmo assim, proteger a propriedade intelectual continua importante. Sem proteção legal, a música do seu artista pode ser pirateada livremente e sem consequências.

Infelizmente, não há muito que você possa fazer para impedir completamente a pirataria dos seus lançamentos. Mas dá para dificultar, o que vai desestimular algumas pessoas.

Então registre os direitos autorais de toda a música que você distribui. Muitas das gravadoras com quem você trabalha já fazem isso, mas, se você trabalha com artistas independentes, pode ser que caiba a você proteger o seu investimento.

Outra coisa a fazer é proteger o seu logotipo. Então registre a marca.

Seguro

O seguro é outra área que você vai precisar considerar, dependendo do tamanho da sua operação.

Se você tem equipe e produtos, vai precisar pensar em seguro geral, de saúde e de responsabilidade civil.

Outras modalidades de seguro a considerar são o seguro empresarial, o seguro contra acidentes de trabalho e o seguro de despesas fixas por incapacidade.

Converse com um corretor de seguros para encontrar apólices que se encaixem no seu negócio ou organização.

Resumo

Pronto, aí está o guia completo da LabelGrid sobre como abrir uma empresa de distribuição musical. Você deve ter percebido que há muito trabalho pela frente para tirar a sua empresa do papel, do registro de sites à contabilidade, passando por direitos digitais, contratos e muito mais.

Na verdade, é tanta preparação que se tornar distribuidor musical pode parecer desanimador ou intimidante para muita gente. Mas uma forma de deixar o processo bem mais simples e gerenciável é usar um serviço como a infraestrutura White Label da LabelGrid para lançar o seu serviço de distribuição.

Você usa a plataforma consagrada e fácil de usar da LabelGrid, mas personalizada com o seu logotipo e a sua marca. Assim, você tem uma plataforma estável e acessível e pode focar no que faz de melhor: encontrar ótimos artistas e músicas e divulgá-los para o público certo.

O CMS da LabelGrid e os relatórios e demonstrativos de royalties ajudam você a cumprir suas responsabilidades de negócio com confiabilidade e profissionalismo, centralizando seus contatos e clientes. Você também pode integrar os dados de vendas, contabilidade e distribuição da sua plataforma atual com a contabilidade e a distribuição da LabelGrid.

As ferramentas de distribuição digital avançada da LabelGrid permitem que você distribua sua música de forma rápida e flexível nos principais serviços, como Amazon Music, Beatport, Apple Music e muitos outros. Além disso, acordos diretos com DSPs e a monetização global ajudam você a extrair o máximo de receita de todas as suas licenças no mundo todo.

É claro que uma das partes mais importantes da distribuição é a cobrança dos royalties. A solução da LabelGrid ajuda na sua contabilidade com dados totalmente transparentes. Você pode reunir faturas, processar pagamentos e acompanhar e gerenciar seus royalties e repasses com facilidade. Com faturamento automatizado e a possibilidade de dividir faturas, o painel de royalties da LabelGrid existe para deixar a operação de uma distribuidora bem mais leve.

Além disso, as ferramentas de marketing e divulgação da LabelGrid ajudam você a enviar press releases e a aumentar as execuções em rádio.

Por fim, o sistema de gestão de demos da LabelGrid permite receber, organizar, responder e compartilhar todos os demos que chegam até você. Recursos práticos, como respostas automáticas ou predefinidas, ajudam a lidar com os demos em grande volume. Você ainda pode salvar os envios no Dropbox ou no Google Drive, ou gerar links secretos para compartilhar, e assim organizar os seus demos da melhor forma possível.

Table of contents:

Comece a Distribuir Sua Música Hoje

Todos os principais DSPs. Divisão automática de royalties. Análises em tempo real. Junte-se a milhares de gravadoras e artistas que já usam o LabelGrid.